quarta-feira, fevereiro 09, 2005

 

Sonho Nobel

Sonhei com Gabriel Garcia Marquez. Acabei de sonhar com ele, que se encontrava de visita a Portugal e, não sei por quê, tinha ficado em casa da minha família. Dormitava em casa dos meus avós apenas interessado em silêncio e nos noticiários de hora a hora. No mais, dormia em pequeno sofá numa marquise que existe na Várzea dos Cavaleiros (perto da Sertã). Eu, queria à força dar-lhe todo o conforto mas falhava em tudo: não me conseguia calar, às coisas largava-as sem querer mesmo ao pé dele. Os outros da minha família entravam por ali num à vontade que eu não percebia, faziam barulho e eu não entendia como era possível tratar assim o velho escritor sul-americano premiado.

Para falar a verdade, não gostei nada da minha atitude no sonho: completa subserviência, demasiada simpatia, respeito exacerbado, contraproducencia pura. É verdade que o homem é um grande escritor e que tem direito a descanso, por estar velho e doente, e por ter vindo de tão longe para ser sonhado por mim na rua da Arrábida, ao Rato, mas, não creio ter sido muito inteligente na aproximação. Devia ter ido à minha vida. Há tantas coisas que se podem fazer num sonho. E devia ter lá passado depois, já Gabriel Garcia Marquez estaria à mesa, a comer um maranho e a beber tinto carrascão das Beiras. Aí seria fácil fazer-lhe a pergunta. Porque, eu queria perguntar-lhe qualquer coisa. Não me lembro já do quê. Devia ser só para fazer conversa, que raio. Tenho de mudar esta minha atitude!

Comments:
"só o povo unido
no campo e na cidade
pode dar sentido
à nossa liberdade"

música de José Barata Mouram ouvida a caminho de Mértola.
 
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