domingo, março 13, 2005
Nusrat Fateh Ali Khan
De auscultadores nos ouvidos pelos bairros mais antigos de Lisboa.
Fazer coincidir o Médio Oriente com a rua do Capelão.
Fazer coincidir o Médio Oriente com a rua do Capelão.
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Costumo escrever. Escrevo para mim. Tenho um caderno laranja eléctrico que me fere os olhos sempre que pego nele, colado a ele tenho um swatch, desenhado, partido e parado. Parado como as palavras que lá estão escritas, são mensagens que ficam depois de um cinema, de uma música, de um livro ou pensamentos que ainda me restam depois de uma noite de copos no bairro. Palavras que vão desde “caralho para esta merda toda” ao “amo-te” mais sóbrio. Escrevo, volto a página e “prossigo a minha busca” (evoco o Luxúria), raramente regresso a uma página virada, não gosto de “me” ler, nem tão pouco que “me” leiam. Gosto de “te” ler. E neste momento, fazes-me escrever para que, pelo menos tu “me” leias… e aqui vai, que se foda.
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