terça-feira, março 15, 2005
Pequeno quadro comprado por um GNR português apaixonado recém regressado do Iraque.
O objecto foi oferecido à minha prima.
Mas agora pertence-me. Só porque a oferta me arrebatou mais a mim que à prima, que o recebeu com desdém…
Não conheço o militar pessoalmente, mas imagino-o como uma personagem triste de um romance de amor em tempo de guerra. E não posso deixar de o imaginar na perigosa claridade iraquiana comprando lembranças, também ele querendo fazer explodir no peito da mulher distante o armadilhado carro bombista do Amor.
Comprova-se: os GNR também se apaixonam.
Comprova-se também: a minha prima não se comove com o facto.
O objecto foi oferecido à minha prima.
Mas agora pertence-me. Só porque a oferta me arrebatou mais a mim que à prima, que o recebeu com desdém…
Não conheço o militar pessoalmente, mas imagino-o como uma personagem triste de um romance de amor em tempo de guerra. E não posso deixar de o imaginar na perigosa claridade iraquiana comprando lembranças, também ele querendo fazer explodir no peito da mulher distante o armadilhado carro bombista do Amor.
Comprova-se: os GNR também se apaixonam.
Comprova-se também: a minha prima não se comove com o facto.