terça-feira, março 01, 2005

 

Raros Cafés de Lisboa (3)

Na rua dos Sapateiros, a Leitaria A Camponesa é local aprazível. Porquê?

É das casas antigas mais bonitas de Lisboa, tem azulejos pintados à mão de diferentes épocas com motivos campestres que enchem a pequena sala de azul e branco, e que ficam bem com o grisalho dos cabelos da senhora que está atrás do balcão, não tem televisão, tem o silêncio de uma telefonia baixinho e de uma rua calma à porta. Fica em plena baixa Pombalina.

A freguesia compõe-se de uns quantos velhos habituais misturados com uma parte mais ou menos flutuante de jovens apreciadores de sossego. Frequentam-na também, em horários de pausa ou intervalo laboral, alguns engravatados liberais da zona.

Não é para turista ver mas podia ser cenário de algum Win Wenders acidental.

Tem sumos naturais de laranja e de limão e noticiário à hora certa. Apareçam quando forem de passeio à Baixa e levem alguém para conversar, ou um livro para ler, ou escrevam cartas a amigos distantes, a amantes impossíveis, tracem projectos falíveis, infalíveis, tracem projectos que rocem utopias.

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