segunda-feira, março 07, 2005

 

Raros Cafés de Lisboa (6)

Varias razões para ir lanchar à cafetaria do AR.CO em Lisboa: a provável convivência com jovens artistas, alguns deles pessoas interessantes, uma quantidade generosa de gente bonita e cheia de estilo; o facto quase excepcional de não ter televisão nem qualquer tipo de transístor cantante, por vezes prevalece o silêncio absoluto, outras vezes o burburinho das conversas; de quando em vez o espaço serve para expor os trabalhos dos alunos, ou de artistas sem ligação à escola; fica situado num palácio antigo na rua de Santiago, perto do castelo de São Jorge; vai-se, por exemplo, de eléctrico 28, subindo de janela aberta para a cidade antiga com o rio em baixo ao fundo; há um raro jardim à entrada do palácio.

No tempo em que eu era estudante do AR.CO o negócio do bar estava melhor entregue. Quem era responsável por gerir o serviço de cafetaria e almoços eram umas senhoras ali da zona, muito engraçadas e que cozinhavam muito bem. Havia uma relação próxima e familiar entre as senhoras e os alunos. Agora passou para outras mãos, diria que uma pequena empresa, insípida e insolente.

A cafetaria, para além ser o ponto de acesso a salas de aulas e gabinetes, é também o acesso ao Centro de Documentação da escola. Estou em crer que qualquer pessoa pode utilizar essa biblioteca, mediante uma inscrição e, suponho, o pagamento de uma cota.

O espaço está lá, desconhecido das pessoas não ligadas ao AR.CO e merece na minha opinião uma visita a meio da tarde.

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