sábado, abril 30, 2005

 

Relatório Auster

As leitoras portuguesas de Paul Auster

O inglês perfeito das leitoras portuguesas de Paul Auster

As perguntas-mergulho das leitoras portuguesas de Paul Auster

Um editor português de Paul Auster magro calado

Os ténis Adidas de Luísa Costa Gomes

As pernas estendidas do autor americano no Grande Auditório

Uma mão nova-iorquina segurando as palavras e personagens do autor

Uma voz grave afinada em brooklyn

Uma ovação anti-Bush

A escrita

E de novo

As leitoras...


Por fim o mahjong
E a Patrícia
Dona da primeira pergunta da noite ao autor americano.

sexta-feira, abril 29, 2005

 

Então é assim

Paul Auster na Culturgest!! Vou para lá agora…

quinta-feira, abril 28, 2005

 

Ele demorou tanto naquele poema

Ele demorou uma eternidade naquele poema
Ele demorou no poema
Ele ficou quieto no poema
Ele era o tempo do poema
Ele e o poema demoraram-se
Ele e o poema esqueceram-se
Ele acabou o poema muito tarde
Ele sabia que o poema era tarde
Ele espreitou o relógio
Ele e o poema eram apressados
Ele o poema e a rapariga do poema
Ele amou dentro do poema
Ele reconstituiu o poema
Ele despiu a mulher
Ele apanhou o metro a horas tardias
Ele dormiu e o poema nada
Ele sabe que o poema virá
Ele sabe que o poema se esqueceu
Ele sabe que as palavras talvez
Ele as palavras o poema
Ele organiza o movimento
Ele faz os possíveis
Ele inaugurou uma estátua de poesia
Ele estilhaçou qualquer vestígio lírico
Ele bebe muito para poeta sóbrio
Ele repete-se
Ele repete-se
Ele demora
Ele não acaba o que começa
Ele passa horas no museu
Ele cai na armadilha
Ele termina ternura tenrinho terraço
Ele escreve um poema enquanto bebe cerveja
Ele sabe

 

Lendo

As Cidades Invisíveis de Italo Calvino para depois ficar com vontade de ouvir o Mutantes S21 dos Mão Morta.

As cidades. Texto e sonoridades remotas imaginárias possíveis verdadeiras.

Exotismo urbano.

A viagem.

quarta-feira, abril 27, 2005

 

Teaser?


Apareceu de repente pela cidade. Os leitores sabem que o vem a ser isto?

 

Associação Lisbonense de Proprietários – Instituto da Propriedade Imobiliária


algum nervosismo e falta de jeito no uso do spray...

 

Inaugurações

Uma vez que
caracóis ainda não há em todo o lado
inaugurei ontem, devidamente acompanhado,
umas caracoletas com molho de manteiga.

Pela noite iniciei-me em
Nikolai Gogol

terça-feira, abril 26, 2005

 

Então é assim

É de acompanhar a série “A bola no Olival”, num blogue perto de si. Ainda mais quando está em jogo um Barca Velha de noventa e um. A coisa vai já nos vinte e seis e quer chegar aos cem. Vão ler para trás. É muito bom!

segunda-feira, abril 25, 2005

 

Eu hoje não acordei assim mas quase


Che

domingo, abril 24, 2005

 

Então é assim


No espaço TERMINAL HANGAR K7 em Oeiras (fundição), a exposição:

EM FRACTURA, COLISÃO DE TERRITÓRIOS (até 12 de Junho)

Um espaço novo para a mostra, debate e reflexão de arte contemporânea.

 

Então é assim…

Começa uma nova série na Baixa. Quer ser uma espécie de Acontece:

“e assim acontece”… lembram-se?

Aqui é: então é assim… seguido de um acontecimento cultural (nem sempre a cultura culta!) que o bloguista tenha gostado e recomende.

Prontos

sábado, abril 23, 2005

 

Reclames (5)


Clube Colombófilo Estrela, seguido de:


Passagem de rimbaud

Mazan Charleville Bruxelas Charleville Paris Charleville Paris
Charleville Bruxelas Londres Charleville Londres Roche
Bouillon Londres Bruxelas,
Roche Charleville Paris Londres Alemanha Suíça Itália Marselha
Charleville Holanda Batávia Bordéus Charleville Viena
Charleville
Holanda Hamburgo Suécia Dinamarca Marselha Alexandria Roma
Carleville Hamburgo Charleville Suíça S. Gotardo Lugano
Génova Alexandria Chipre Carleville Egipto Aden,
Djeddah Suakin Hodeidah Massava Aden Zeylah Harar Bubassa
Harar Aden Zeylah Harar Hubbe Harar Aden Tadjurah
Ankober Antoto Harar Aden Caio Aden Harar Aden
Harar Zeylah Aden Marselha Roche Paris Leão Marselha.


Mário Cesariny, de Pena Capital

 

Como disse o irmão: estamos lixados!

Nem sei que diga, Charlotte. Ainda estou a tremer por todos os lados.

Os Mansos agradecem.

 

As mãos e os blogues (5)


No Largo do Carmo. As mãos do João Pacheco.

 

Mais acima

A baixa-shiatsu subiu até ao largo do karma.

quarta-feira, abril 20, 2005

 

CFAAA

“A comunidade havia de ter sucesso, mesmo que fracassasse”. Susan Sontag

Tínhamos quinze ou dezasseis anos e um desprezo grande pelas duas hipóteses que nos ofereciam para ocupar as noites: a casa (com sua letargia televisiva e familiar) e os bares e discotecas ribatejanos (maus todos os dias). Restava-nos o passeio, primeiro, uma cozinha velha perdida no quintal dos meus avós, depois, para teorizar fundo sobre o significado da vida.

Éramos um grupo restrito de cinco rapazes e vivíamos cúmplices da mesma COMUNIDADE FILOSÓFICA ARTISTICA E AFINS DE ALMEIRIM. Já passaram alguns anos sobre o nascimento e queda do CFAAA. Onde estamos nós agora? Que é feito das nossas noites com as estrelas por cima, primeiro, em frente a uma pequena lareira, depois?

Um abraço aos meus amigos. Tenho saudades de quando éramos todos ingénuos ao mesmo tempo. Eu estou aqui. Tenho borbulhas que cheguem para, pelo menos, ter vontade de marcar uma reunião (com acta) para debater a melhor forma de pronunciar Nietzsche, o pagamento de cotas, a possibilidade de aceitar miúdas giras na comunidade, chegar a casa às seis da manhã sem que os pais dêem por isso…

 

Luís Pedro Coelho versus o resto do mundo (é desigual: temos de ajudar o resto do mundo)

Continua o braço-de-ferro entre o “guru” da petição METRO ATÉ ÀS TRÊS DA MANHÃ e os senhores responsáveis do Metro.

Ainda hoje saiu na Tribuna do Leitor do Público um texto do Luís a responder a uma notícia em que o presidente do Metro, antecipando-se à petição, avisava não ser possível tal mudança no funcionamento do Metropolitano.

Podeis acompanhar o evoluir da coisa por aqui.

terça-feira, abril 19, 2005

 

Ri

Kasparov foi agredido com um tabuleiro de xadrez.

Não consegui prender a gargalhada.

O próprio ironizou com a situação: “felizmente que o desporto popular na União Soviética era o xadrez e não o baseball”.

O campeão do mundo iniciou-se na política em oposição a Putin.

O agressor era um fã desiludido.

O mundo continua a produzir material de comédia e de espanto. A vida é bela!

Ainda.


(“curta” de um Público recente)

segunda-feira, abril 18, 2005

 

Reclames (4)


E depois do amor...

domingo, abril 17, 2005

 

Inscrito numa lápide do cemitério judeu de Cracóvia

“To: M.

To say goodbye
Smiling
It blesses you and me
To turn again
To wave again
The distance grows
We shrink…

Wave again
At the empty space
Alone

R.”

sexta-feira, abril 15, 2005

 

Reclames (3)



Os Alunos de Apolo é outro mundo.


O leitor dança?

quinta-feira, abril 14, 2005

 

As mãos e os blogues (4)


A mão do João Manso com pêra dentro de um secador de roupa. A composição é da responsabilidade do próprio.

Nota: o blogue eu nas couves mudou para afílmico. Confiram no índice de valores.

 

Ventilan, a bombar...

...com textos da &etc.

Este Sábado, dia 16, às 18h, na Fnac de Santa Catarina.

(Atenção, é na Fnac de Santa Catarina)

quarta-feira, abril 13, 2005

 

As mãos e os blogues (3)


A mão da Joana Dilão que quer deixar de fumar. A mão da Joana tem marcados os dentes de um gato.

terça-feira, abril 12, 2005

 

As mãos e os blogues (2)


As mãos da Bolacha no Adamastor.

 

Reclames (2)

Colado na minha porta da rua. (Não consegui fotografar)

Podia estar na série “grandes nomes” do Abrupto, mas está aqui, neste vosso blogue.

Diz assim:

Maria Azul

Engomadoria / Lavandaria / Limpeza a seco / Arranjos de costura c/ entregas e recolhas ao domicilio

Telf. 217168088 / 217150421

 

As mãos e os blogues (1)


A mão desfocada de Maria Braga, sobre a toalha de papel da mesa do bar.

segunda-feira, abril 11, 2005

 

Assírio & Alvim

Passagem pela feira do livro manuseado na livraria da Passos Manuel.

É de aproveitar os títulos, os preços, a simpatia da moça, o espaço da livraria, a rua, a viagem até lá…

Comprei:
William Carlos Williams, ANTOLOGIA BREVE (já lido)
Enrique Vila-Matas, HISTÓRIA ABREVIADA DA LITERATURA PORTÁTIL
Mário Cláudio, AS MÁSCARAS DE SÁBADO

(tudo por nove euros, ó incrédulos)

 

As mãos e os blogues (0)


A minha mão esquerda ao sol de Abril.

domingo, abril 10, 2005

 

"Telephone Call From Istambul"*


Várzea dos Cavaleiros, concelho da Sertã.


*de Tom Waits

 

A memória inventada

Blogue com novíssimo linque na Baixa.

Nota: não tenho o índice de valores por ordem alfabética porque são poucos os títulos ainda, e porque assim se vai sabendo por que ordem foram sendo feitas as descobertas e as lincagens.

 

“COMO DESVIAR O EIXO DA TERRA” 2005 | 16mm | 2’

Piso 1, sala onde está uma pequena escultura francesa do século dezanove. O projector EIKI aponta para a tela ao fundo onde se projecta um pequeno filme sem som.

Na primeira parte um homem aparece num campo verde com árvores ao fundo. Há um cilindro branco à sua frente, um tubo à altura da cintura por onde vai enfiando uma vara de tamanho incalculável, lentamente.

Numa outra imagem, dois homens esperam do outro lado do mundo o aparecimento da vara que do outro lado é introduzida. Sabemos que é do outro lado do mundo porque o espaço é agora um descampado lamacento e a câmara filma de pernas para o ar. Há um cilindro semelhante ao primeiro, a ponta de uma vara vai saindo com a mesma lentidão.

Numa terceira parte, outra vez o primeiro homem no mesmo campo verde com árvores ao fundo faz entrar no tubo uma pedra presa por uma corda. Lentamente vai enfiando a pedra dando corda, demoradamente.

A pedra aparece do outro lado, onde agora só um dos homens em descampado lamacento (de pernas para o ar) a recebe, desata e coloca no chão.

Volta-se ao primeiro homem que empurra com grande esforço e cuidado esse cilindro que entra pela terra. Na imagem seguinte os outros dois homens ajudam empurrando esse tubo esse cilindro esse eixo da terra que vai perdendo a perpendicularidade que fazia com o campo relvado e com o descampado lamacento. O eixo da terra é desviado.

O filme demora poucos minutos e é consecutivamente repetido no piso 1 onde mora uma pequena escultura francesa do século dezanove. Perto das 16h ou 17h uma revelação que ninguém previu: aparece uma mancha de sol que entra, suponho, por uma janela do piso 2 e que vai pousar na tela onde o filme continua. A mancha interfere com a qualidade da imagem e por isso é motivo preocupante para os responsáveis do museu. Quanto a mim, a mancha potencia a leitura da peça, abre novas possibilidades interpretativas, a mancha na peça roça o milagre.

O filme repete a mancha avança, progride, toma novas formas, ocupa outras partes da tela, com o cuidado e lentidão dos homens que no vídeo se entretêm desviando o eixo da terra.

Se olharmos com atenção é possível ver a mancha avançar não já com o movimento de rotação da terra mas sim com o esforço lento dos três homens no filme. É vertiginoso, asseguro-vos.


Pedro Paiva e João Maria Gusmão
Intrusão: the Red Square
11 de Março – 22 de Maio de 2005
Pisos 0, 1, 2 e 2ª
Curador da Exposição: Pedro Lapa
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea

 

Parabéns!

...atrasados.

sorry sorry m.

sábado, abril 09, 2005

 

O melhor beijo do cinema.

The quiet man / 1952
Um filme de John Ford com John Wayne e Maureen O’Hara.

Na CINEMATECA PORTUGUESA-MUSEU DO CINEMA
8 de Abril de 2005

quinta-feira, abril 07, 2005

 

Amolador de Lisboa


Acordei um dia destes com a música do Amolador de Tesouras.

Fui atrás dele.

Fotografei-o na rua do Sol ao Rato afiando uma tesoura.

 

Li

Antonin Artaud, Em plena noite ou o bluff surrealista.

 

Um amigo novo

Falámos hoje sobre Artaud o dia todo. "O bluff surrealista".

quarta-feira, abril 06, 2005

 

NIN INCH NAILS

A mesma canção mas de outra forma. Na vossa secção de audiovisuais.

terça-feira, abril 05, 2005

 

Percursos fora da blogosfera

A “vida real” também passa pelo Chiado.

segunda-feira, abril 04, 2005

 

No Chiado

Aquilino Ribeiro anda às voltas com Dom Quixote pela rua Garrett.

Almada Negreiros não tem uma estátua na Brasileira.

Há uma pomba no Largo do Camões que tem uma estatua pendendo dos seus pés, presa pelo ombro.

José Cardoso Pires repara nisso. E não pensa no Cristo sobre os céus de Roma do Fellini.

O “frade putanheiro” (quase a cair do banco) espeta o dedo na testa do W Bush.

Tinham caído as torres. Estava eu numa cabina telefónica na Eslovénia. Ou de bicicleta na ponte dos dragões.

Alguém que diga ao senhor das castanhas que vem aí o Verão. Queremos é caracóis do Algarve.

Victor Jara é apenas um disco perdido do outro lado da rua. Alguém ainda pensa que é um LP da “nossa Brigada”. Há uma guitarra a recordar Amanda cheia de chuva no pêlo. O sorriso aberto.

Aquilino espeta enfim a bengala pícara na nuca do crítico distraído. Na rua Garrett. No Chiado.

Manuel Freire, canta-nos lá aquela do sonho!


(“manuel manuel manuel manuel”...)

domingo, abril 03, 2005

 

Boxe e Apicultura

Premiership (ou a problemática do Nós e do Eles)

St James’ Park, minuto 82 da partida de futebol da Premiership opondo o Newcastle e o Aston Villa. Dois jogadores expulsos por terem encetado breves mas violentos contactos pugilísticos. O que torna a coisa deliciosamente singular é que os jogadores em causa (Kieron Dyer e Lee Bowyer) jogam na mesma equipa (o Newcastle).

O Aston Villa acabou por ganhar o jogo por três golos a zero. As coisas costumam sair mais fáceis à equipa e aos jogadores que sabem bem quem é o adversário.


This is not the Premiership (ou uma outra maneira de combater o Hooliganismo)

Há dias, num jogo de futebol entre as selecções da Zâmbia e do Congo, a contar como apuramento para o campeonato do mundo de 2006 na Alemanha, caiu um poste de iluminação onde se empoleiravam alguns adeptos. Para além dos feridos que um incidente destes deixa facilmente adivinhar, a queda da estrutura proporcionou um espectáculo inesperado que deliciou aqui o cronista.

Foi tudo a seguir ao golo (não me lembro já de que equipa). O poste das luzes cai para cima da bancada (creio que não terá morrido ninguém) com a força dos festejos indisciplinados e ajudado pela fraca segurança do estádio, a precariedade do material e condições. Um ninho de abelhas que moravam no cimo da estrutura desfez-se no meio da claque e espalhou centenas de enfurecidos insectos por cima das cabeças.

Foi dos golos mais festejados da história do futebol: gente aos saltos agitando-se de maneira exponencial, um esgrimir de camisolas e bandeiras com uma energia renovada, rara. Ah… o sonho de ir ao mundial.

sexta-feira, abril 01, 2005

 

Swing?

Entra a batukada, sim senhora!

No índice de valores (muito para além da zona euro e para lá de Marrakesh)

 

Os dias 1 de Abril todos os dias em todo o lado

Manu Chao
Mentira
by Unknown

Mentira lo que dice
Mentira lo que da
Mentira lo que hace
Mentira la mentira
Mentira la verdad
Mentira lo que cuece
Bajo la oscuridad
Mentira el amor
Mentira el sabor
Mentira la que manda
Mentira comanda
Mentira la tristeza
Cuando empieza
Mentira no se va
Mentira, Mentira
La Mentira...
Mentira no se borra
Mentira no se olvida
Mentira, la mentira
Mentira cuando llega
Mentira nunca se va
Mentira la mentira
Mentira la vaai
Todo es mentira en este mundo
Todo es mentira la verdad
Todo es mentira yo me digo
Todo es mentira ¿Por qué será?

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