segunda-feira, abril 04, 2005

 

No Chiado

Aquilino Ribeiro anda às voltas com Dom Quixote pela rua Garrett.

Almada Negreiros não tem uma estátua na Brasileira.

Há uma pomba no Largo do Camões que tem uma estatua pendendo dos seus pés, presa pelo ombro.

José Cardoso Pires repara nisso. E não pensa no Cristo sobre os céus de Roma do Fellini.

O “frade putanheiro” (quase a cair do banco) espeta o dedo na testa do W Bush.

Tinham caído as torres. Estava eu numa cabina telefónica na Eslovénia. Ou de bicicleta na ponte dos dragões.

Alguém que diga ao senhor das castanhas que vem aí o Verão. Queremos é caracóis do Algarve.

Victor Jara é apenas um disco perdido do outro lado da rua. Alguém ainda pensa que é um LP da “nossa Brigada”. Há uma guitarra a recordar Amanda cheia de chuva no pêlo. O sorriso aberto.

Aquilino espeta enfim a bengala pícara na nuca do crítico distraído. Na rua Garrett. No Chiado.

Manuel Freire, canta-nos lá aquela do sonho!


(“manuel manuel manuel manuel”...)

Comments:
Estou num escritorio/laboratorio com uma data de ratazanas engaioladas atras de mim, esperem ai que as vou contar (1 minuto sem ler o resto da mensagem de modo a se criar uma percepçao da realidade mais real, é o tempo de contar as ratazanas). Sao 15, chegaram ontem, gordas e feias. Ha aqui um fdp que vai fazer testes de cosmeticos nelas. Devo dizer que isto nao é um romance do Gunter Grass.
A minha vida mudou radicalmente de ontem para hoje, tenho medo de ficar a cheirar a ratazana por tempo indefinido, tenho medo de tudo o que cheirar tiver um cheiro a ratazana. Quero dizer que nao recomendo ninguem a fazer criaçoes de ratazanas, é desagradavel quanto baste e ainda mais um bom quinhao de desagradibilidade.
Abraço
 
bom ouvir a tua voz
 
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