sexta-feira, maio 27, 2005

 

"Eu queria uma mulher que estivesse numa companhia de dança

E fosse um golpe comunista dos antigos (...)"*

!!!

*da Nova Asmática Portuguesa, do Nuno Moura.

quinta-feira, maio 26, 2005

 

Going through changes

Os universos acabam. A insónia começa.

 

Mesmo

i'm free now, morphine no álbum cure for pain

I'm free now to direct a movie
Sing a song or write a book about yours truly
How I'm so interesting I'm so great I'm really just a fuck-up
And It's such a waste to burn down these walls around me
Flexing like a heartbeat we don't like to speak
Don't talk to me for about a week I'm sorry it just hurts to explain
There's something going on that makes my guts ache
I got guilt I got fear I got regret
I'm just a panic stricken waste I'm such a jerk
I was honest I swear the last thing I want to do
Honest I swear the last thing I want to do
Is ever cause you pain
Oh
I'm free now
Free to look out the window
Free to live my story
Free to sing along
Oh (x4)
I'm free now to direct a movie
Sing a song or write a book about yours truly
How I'm so interesting I'm so great but I'm really just a fuck-up
It's such a waste to burn down these wall around me
Flexing like a heartbeat we don't like to speak
Don't talk to me for about a week I'm sorry it just hurts to explain
There's something going on that makes my guts ache inside
I got guilt I got fear I got regret
'm just a panic stricken waste I'm such a jerk
I was honest I swear the last thing I want to do
Honest I swear the last thing I want to do
Is ever cause you pain
Oh (x2)


(merci bien)

terça-feira, maio 24, 2005

 

A cerveja proletária

Estou Bêbasdo mas estrou feliz. Porquê?
Ora está um dia lindo e os jacarandás estão em flor . Há duas épocas que me agradam e, ,m Lisboa : a época dos estorninhos e a época em que os jacarandás estão em flor estão em flor e lindos e lindos e a feira do livro quanto mais não seja ~merace um visitra porque os jacaramndás estão em flor estão em flore e a cidade é tão bonita

domingo, maio 22, 2005

 

A retoma

Shiatsu é um termo japonês para “pressão do dedo”. É uma forma de massagem que visa estimular e recuperar as redes de comunicação energéticas do corpo. Ou coisa que o valha. Também aqui Shiatsu quer dizer “pressão do dedo” – no teclado, no rato…

Para além de que um blogue que se preze tem de ter preocupações com as redes de comunicação energéticas.

sábado, maio 21, 2005

 

TIL

A tâmara inaugural de lisboa nos favoritos. Não interessa que só tenha um post até ao momento.

 

A máquina

a máquina fabrica dentro de si
um desejo largo na estrutura do corpo
o corpo olha uma perna com a língua
uma perna de mulher-máquina alheia à saliva
que é produto e chão do desejo.
o homem-máquina é um organismo sem corpo
mas o sexo levanta-se numa assiduidade ancestral
a máquina na flor da mulher
tem um cheiro que é apenas lúbrico
como lúbrica é a canícula
um cheiro que alimenta a industria
do corpo derrubando o corpo.

sexta-feira, maio 20, 2005

 

A árvore do Buda no Príncipe Real


João César dá postas de fígado aos pombos...

 

Air

Nos audiovisuais. Bom proveito.

quinta-feira, maio 19, 2005

 

Contributo para o rabbit’s blog

Excerto de O Nariz, de Gógol. Tradução de Nina e Filipe Guerra.

Entrou um oficial da polícia, de boa aparência, de suíças nem loiras nem escuras, bochechas bem arredondadas, aquele mesmo que no início da narrativa se postava à entrada da ponte de Santo Isaac.
- Foi o senhor que perdeu o nariz?
- Exactamente.
- Não me diga! – gritou o major Kovaliov. A alegria fê-lo perder a fala. Devorava com os olhos o chefe de esquadra, em cujos lábios e bochechas rechonchudas dançava a luz clara e trémula da vela.
- Como conseguiram?
- Numa circunstância estranha: foi apanhado quase em fuga. Já estava sentado na diligência que ia para Riga. Era portador de um passaporte em nome de um funcionário É curioso que, a princípio, eu próprio o tomei por um cavalheiro. Felizmente, levava os óculos comigo e vi logo que não passava de um nariz.


Um abraço, rapaz.

terça-feira, maio 17, 2005

 

Reclames (6)


Um candidato por Lisboa.

 

As mãos e os blogues (10)


As mãos Lumpen de António Chaparreiro.

 

Perder


Antigo Cinema Paris. Desolação...

sábado, maio 14, 2005

 

O baixa-shiatsu vai acabar ou não?

Siga os próximos capítulos...

Sou calaceiro por natureza, embora a actualização quase diária deste pequeno blogue leve a crer o contrário. Mas o leitor atento reparou já nalgum esmorecimento da parte do agiota de serviço. Quer-se dizer: depois de uma inicial tesão do blogue, o autor tem vindo a amainar. Temperança? Sensatez? Vida amorosa açambarcadora? Nem tanto, nem tanto. Na verdade, consegui arranjar uma rotina diária, comunitária, legal, uma coisa que me dá a possibilidade de aparentar entrosamento social, parece que o rapaz agora anda a atinar, dizem. (O que eu tenho é um sono dos diabos à hora de postar!)

Caríssimas leitoras: é possível que este blogue não passe da cepa-torta, ou que, como o outro, entre em fase de contenção orçamental. Por outro lado, caso a Lua passe a estar em Saturno, ou assim, este blogue pode mesmo vir a ser a puta da loucura. É esperar para ver. Ficamos, o leitor e o agiota, entretidos neste impasse pró-marketing.

sexta-feira, maio 13, 2005

 

Raros Cafés de Lisboa (9)

Se faz sentido escrever sobre Cafés raros em Lisboa é porque os há tão invulgares que a adjectivação que se lhes atribui não é meramente literária, de estilo, de embelezamento: há Cafés realmente Raros em Lisboa, daqueles em que vale mesmo a pena ir “perder horas”, poetar, marcar encontros clandestinos, duchampear. Há Cafés que parecem impossíveis.

Como este, ao Jardim Constantino, onde o silêncio é apenas interrompido pelo ocasional electrocutar das moscas naquela espécie de néon florescente. Há que entrar no Joaninha, aliás, Restaurante Joaninha Bar, assim pela tarde, sentar de frente para a grande vidraça que emoldura as copas verdes das grandes árvores do jardim, animadas por vezes pela serôdia brisa lisboeta.

Lá dentro, quase sempre quase ninguém (só lá fui de tarde). Uns quantos leitores apreciadores de silêncio olham à vez essas copas e os textos que trouxeram, não pestanejam sequer quando a mosca pousa na sua própria morte sonora: zzzt. Ficam por ali entre cervejas e para lá dos textos – acordam por vezes no som de uma motorizada mais veloz.

No Joaninha há uma zona de Café e outra de Restaurante e divide-as um pequeno desnível, sendo que o espaço das refeições é uns degraus superior. Não há qualquer televisor ou transístor que viole a paz do local, nem mesmo a senhora mulata de bata branca atrás do balcão interfere de maneira terrorista no acalentado silêncio. Há, quando muito, uma certa cumplicidade entre a senhora e o leitor, que quando este tira os olhos do texto e faz um ar de estranheza e incompreensão, a senhora do balcão aguenta o pousar do copo no lavatório e só o faz quando o leitor esboça um leve sorriso que evidencia o feliz entendimento textual.

De maneira que no Café Joaninha, na rua Passos Manuel, a ordem inverte-se e é como se o tempo do texto marcasse a velocidade e o desenrolar das acções alheias. Um texto que está presente mesmo sem leitores em serviço. Quando se entra no Joaninha percebe-se que se está num sítio estranho, numa outra realidade, num outro tempo. Ora, acontece que essa sensação é muito próxima da que se tem quando se lê. Arrisco que neste Café (na rua da Assírio & Alvim) se aprende a Ler.

quarta-feira, maio 11, 2005

 

“D’ailleurs, c’est toujours les autres qui meurent”

“Aliás, são sempre os outros que morrem”

Gravado no túmulo de Marcel Duchamp a pedido do próprio.

segunda-feira, maio 09, 2005

 

Em breve

O regresso dos Raros Cafés de Lisboa

sábado, maio 07, 2005

 

Nós os burgueses...

Tenho lido Luiz Pacheco nos últimos dias. Hoje foi Uma Admirável Droga. Chego a casa e dou uma olhadela na blogalhada. Deparo-me, via Universos Desfeitos, com uma entrevista fantástica no blogue Esplanar e descubro que o libertino faz 80 anos hoje, dia 7 de Maio. Parabéns!

quarta-feira, maio 04, 2005

 

Dubai um charrinho?

Aqui presta-se apoio ao Ivo Ferreira. Com música e tudo!
E encaminha-se o leitor para a petição que pede a libertação do cineasta ao senhor Xeque Mohamed Bin Rashid Al Maktoum do Dubai. Por obséquio...

 

Diz que

A bicicleta ímpar está viva e recomenda-se...

terça-feira, maio 03, 2005

 

As mãos e os blogues (9)


Preparando o almoço de domingo. As mãos de Francisco Manso.

 

As mãos e os blogues (8)


As mãos da Eulália Manso.

 

As mãos e os blogues (7)


As mãos do melhor e mais antigo padeiro de Almeirim. Vítor.

 

As mãos e os blogues (6)


Leonor com as mãos no parapeito.

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