quarta-feira, junho 22, 2005
Contributo para o blogue Naperon
“A pergunta foi simples, na aparência. O «pauvre français» queria saber se, para os do Living [Living Theatre], as palavras tinham morrido. O Julian Beck disse que não, mas que, segundo o entender do Grupo, as palavras andavam infectadas. Donde a vantagem em pesquisar, buscando outras formas de inter-comunicação.
O indígena sorriu: «Senhor Beck, você acaba de utilizar palavras para se exprimir.»
A Judith Beck, até àquela intervenção, estivera calada, mas o olhar dela via muito. Quando o francês mental largou aquela saloiada, ela disse – para ele, e com um sorriso de fraternidade sem penugens: «Escute. Nós estamos numa conferência de imprensa no Festival de Cannes. Se a situação fosse humana, eu dir-lhe-ia: ‘Comece por se deitar junto a mim e façamos amor. Após isso, trataremos de perceber qual o meio de livrá-lo do seu medo’»”
Nuno Bragança em Square Tolstoi
O indígena sorriu: «Senhor Beck, você acaba de utilizar palavras para se exprimir.»
A Judith Beck, até àquela intervenção, estivera calada, mas o olhar dela via muito. Quando o francês mental largou aquela saloiada, ela disse – para ele, e com um sorriso de fraternidade sem penugens: «Escute. Nós estamos numa conferência de imprensa no Festival de Cannes. Se a situação fosse humana, eu dir-lhe-ia: ‘Comece por se deitar junto a mim e façamos amor. Após isso, trataremos de perceber qual o meio de livrá-lo do seu medo’»”
Nuno Bragança em Square Tolstoi
Comments:
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Aceito de bom grado, com contentamento até, este belo contributo.
Mesmo querendo conhecer-lhe as causas, os posts e todas as razões do mundo para existir, não cedo às perguntas e agradeço com satisfação.
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Mesmo querendo conhecer-lhe as causas, os posts e todas as razões do mundo para existir, não cedo às perguntas e agradeço com satisfação.
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