segunda-feira, junho 06, 2005
Lembras-te?
nos dias tristes da nossa felicidade
olhava para ti e eram tangerinas amenas na sombra
do paladar de quem via
a memória
lembras-te?
a memória era por um triz
querer ser gente dentro dos dias que tecias
a minha liberdade
(sem referente sequer)
rasava o embalo muitíssimo doce do cheiro
o paladar de quem poetava as gastronomias do corpo
a fruta as mãos estilhaçando a copa da minha saudade
e somos do tamanho do que fomos
mas muito mais pequenos hoje
do que éramos
olhava para ti e eram tangerinas amenas na sombra
do paladar de quem via
a memória
lembras-te?
a memória era por um triz
querer ser gente dentro dos dias que tecias
a minha liberdade
(sem referente sequer)
rasava o embalo muitíssimo doce do cheiro
o paladar de quem poetava as gastronomias do corpo
a fruta as mãos estilhaçando a copa da minha saudade
e somos do tamanho do que fomos
mas muito mais pequenos hoje
do que éramos