segunda-feira, junho 06, 2005

 

Os amantes e os poetas

Os poetas das canções tombam seus talentos pelos transístores
Uma ternura em direcção a obtusos amantes
Entrelaçados como para o fim do mundo
Os amantes colam bocas mãos e às vezes sexos
E os poetas com suas guitarras e canções
Fazem deslizar pelos cantantes um sopro como saliva
E nas têmporas suadas dos amantes
Palpitam apressados corações
Os corações obtusos dos amantes
E os poetas das canções de três minutos em média
(que é quanto dura o amor que não existe)
Fumam cigarros desapaixonados nos cafés mais sujos
Da sua solidão.

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