domingo, julho 31, 2005

 

S I


Desde que começou a cumprir todas as regras de segurança nunca mais se apaixonou.

 

As mãos e os blogues (19)


A mão do Gustavo Vicente

 

As mãos e os blogues (18)


A mão de P

sábado, julho 30, 2005

 

Acção


 

Pensamentos de “entra Agosto”

Diz-se – Mário Soares quer ser Presidente nos cem anos da Republica. Ver, a propósito, as fotografias de Joshua Benoliel (1873-1932) na Cordoaria e folhear o excelentíssimo e recentíssimo catálogo da exposição mais importante da bienal LISBOAPHOTO.

Ouvindo António Jobim de porta aberta para a Princesa (a cadela rosnante dos rosnantes vizinhos) num final de tarde ressacado.

A uma semana das merecidas férias. Plano número um: roubar um carro; plano número dois: a ria ao norte; plano número três: o mar ao sul. Tudo isto com (…).

(continua)

quinta-feira, julho 28, 2005

 

Cumplicidades blóguicas

E se de repente em plena noite estás a postar e tocam à campainha e é um outro bloguista que até está na tua coluna de linques a vir pedir um saca-rolhas emprestado? ?

quarta-feira, julho 27, 2005

 

Contributo para o blogue Afílmico



“- Não se engane: os loucos mansos adiantam-se ao futuro.”
(...)


Gabriel García Márquez em Memória das minhas putas tristes.

terça-feira, julho 26, 2005

 

Sushi:

smSi/ [jap.] s.m. cul bolinho de arroz feito com vinagre, envolvido em folha de alga e ornado com finas fatias de peixe cru, ovas de peixe etc. [Prato da culinária japonesa.] ¤ etim voc. jap. que significa 'está azedo' [!!!]

do Dicionário Houaiss de língua portuguesa



Bulhão Pato:

Poeta do Romantismo português.

 

A senhora do monte, outra vez

"SENHORA DO MONTE

Iam e vinham. Talvez voltassem
domingueiros, quase vivos,
enquanto o amor nos morria.
É uma maneira de dizer, entre
rebuçados de funcho, o coreto
abandonado, a espetada para mãos
apenas que de tarde repeliste.
Seriam aquelas as escadas de Jacob?"

(...)

Manuel de Freitas em [SIC]

segunda-feira, julho 25, 2005

 

Ainda sobre o famigerado euromilhões

Proponho a leitura d’A ECONOMIA PARASITÁRIA de Raoul Vaneigem. (na ANTÍGONA, com tradução de Júlio Henriques)

“O hedonismo é o produto duma economia, a fruição é o efeito de uma criação.”

domingo, julho 24, 2005

 

Silence is sexy


O agiota deste pequeno blogue na sua mesa de trabalho. A fotografia é do "meu" fotógrafo circunstancial preferido.

 

A verdade

é que

estando ausente, estando eu ausente nesta casa de paredes caiadas
(o Verão inunda)

e com tantas mentiras para escrever aqui:

(uma delas)

a propósito do euromilhões procurei certo excerto de um livro que me emprestaram (“da mão para a boca” do Paul Auster) em que há uma personagem que mendiga por não sei onde na América. E é dono de uma quantia incrível de dinheiro (herança?) Percorre as ruas oferecendo às gentes quantias desse capital. Objectivo? Corroer o sistema capitalista americano injectando-lhe do próprio veneno. O argumento exacto esqueci, mas era qualquer coisa como:

se de repente e do nada as pessoas recebessem bastante dinheiro de um desconhecido, sem que houvesse a habitual troca comercial ou venda do seu esforço de trabalho, então isso ajudaria a desvalorizar (aos poucos) o conceito/prisão do valor económico.

A minha ideia era sugerir ao vencedor desse prémio filha da puta que fizesse semelhante gesto – injectar dinheiro (que é nada que é pura invenção) nas veias e artérias do país, de mão para a mão, até ao último euro.

(é o meu sonho, e é por isso que não jogo)

quinta-feira, julho 21, 2005

 

Diário Portátil

Dei início ao Diário Portátil. Mas esse não passará aqui no largo do Shiatsu...

De resto, vê-se bem, estou com uma branca blóguica.

segunda-feira, julho 18, 2005

 

Gostei

Especialmente deste

 

Notei

Reajuste ergonómico dos palanques do PSD. Agora já se vê quase toda a gravata e não só a cabeça do “grande” Mendes discursando às massas.

domingo, julho 17, 2005

 

MITOPOESE:

substantivo feminino
origem, criação de um mito ou dos mitos; mitopoética


MITOPOÉTICA:

substantivo feminino
1 m.q. mitopoese
2 pesquisa, estudo, busca da riqueza criadora, isto é, poética, dos mitos, sua eventual universalidade, seu lastro primitivo de racionalidade


do dicionário electrónico HOUAISS de língua portuguesa

 

TEMBLEQUES, ok

Admitamos que houve um erro na transcrição do título lido com a lente do sonho. É possível (e tudo leva a crer) que não fossem TAMBLEQUES mas sim TEMBLEQUES. É um pequeno lapso que se aceita neste tipo de conversões.

Continuo espantado de existir sonhando.

(gostava de saber se há por aí desse lado do ecrã algum leitor ou leitora que seja: médium, etimologista, doutorado em estudos castelhanos, onirólogo, oniromante, céptico, ou saiba dizer alguma coisa sobre isto que me aconteceu…)

 

As mãos e os blogues (17)


A minha mão actualizada de encontro ao vidro ao encontro do céu da Sertã...

 

Manhattan

Penso na problemática de encontrar legumes frescos a preços acessíveis nas grandes babilónias.

 

Onírico ma non troppo (mas troppo)

Estou a formar uma teoria. Vou pensar melhor no "BONCHA" e depois digo... Posso apenas adiantar que isto é (parece-me) coisa, não do padroeiro Bragança, mas sim do fantasma castelhano de Buenos Aires - Ramón Gómez de la Serna.

(eu sabia que não me devia meter com os clássicos)

(eu sabia)

 

Onírico ma non troppo

Era no sonho. Havia um escritor (era o Nuno Bragança, mas podia ser outro - português [?]) e esse escritor tinha acabado de escrever um livro. Na verdade tinha escrito três versões de um livro: a mesma história adaptada a adultos, jovens e crianças. Eu tinha visto as três capas publicadas, e o título, também ele, era ajustado às várias idades. Abri no sonho as primeiras páginas do texto dos adultos e chamava-se (pude salvar o título porque foi a primeira coisa que escrevi quando acordei) BONCHA CON TAMBLEQUES. Pelo menos foi isso que escrevi meio ensonado, quando, nesse limbo em que estamos quando se acorda, as coisas do sonho fazem todo o sentido. Li a primeira página desse texto (lá dentro do sonho) e... era lindo! É claro que não consigo lembrar-me o que era e o que dizia, mas era muito bom. Acontece que ao acordar e ao tomar tino, a segunda coisa que fiz foi procurar em dicionários se existia tal coisa. Pareceu-me, no início, que tal coisa fizesse parte de algum dialecto africano, um crioulo. E estive o dia todo nisso até fazer uma pequena (e rápida) pesquisa google já pela noite. Até agora descobri, para BONCHA, isto: http://etimologias.dechile.net/?boncha
E, para TAMBLEQUES, qualquer coisa que veio dar aqui: http://www.interreal-panama.com/bol200409/material.htm

Aos leitores peço que me ajudem. Não é em vão que partilho esta estranha ocorrência. Além disso, estou levemente assustado por haver resposta para isto num motor de busca...

Convém dizer que não sei o suficiente de castelhano para chegar a tanto, ou a tão pouco...

quinta-feira, julho 14, 2005

 

Então não é que

O nomadismo compõe-se de sucessivos sedentarismos.

 

Canícula

O meu amor debulha mangas sentado na sombra
Atira as cascas para um alguidar partido
O meu amor é de nudez
O meu amor tira o vestido
Para que o sumo

segunda-feira, julho 11, 2005

 

As mãos e os blogues (16)


As mãos da Teresa e o calor geral

domingo, julho 10, 2005

 

As mãos e os blogues (15)


As mãos do António fizeram 83 anos hoje

 

As mãos e os blogues (14)


As mãos reiki da Maria

 

Cito antigo combatente do ultramar

“não morri em combate morro em serviço”

a propósito do tempo da reforma

 

Muito importante

Não confundir literatura e vida real.

Já fui já segui já voei.

Sou o mais feliz dos tristes e o mais triste dos felizes!

:)

sábado, julho 09, 2005

 

Transumâncias, crónicas ascendentes e descendentes

[mais uma repescagem da primeira e datada série de transumâncias. Não me lembro que número tinha esta...]


(homens muito tristes)


Estive aqui sentado durante muito tempo a ouvir as coisas. E depois eram cinzas a crescer nos olhos, eram cada vez mais, deixando um recado carbonizado dentro da lembrança quente dos olhos frios. A história continua sempre dentro do mundo que está fora dos olhos. A lembrança em ponto pequeno, do mundo, do tempo, das leis, da morte afogada em riso volumoso. E a gente grava os sons. Sim, quando comemos maçãs em frente a algum desses silenciosos mares, resta o som desse afinfar de dentes em casca de maçã. E o mar também fica na memória, aberto em claridade. As margens fluviais não são mais bonitas que um corpo até aos joelhos plantado na água do mar. Gravando sons para uso pessoal. Usando o olhar como gravador de sons.

Em certos dias de chuva, homens muito tristes vagueiam pela praia movendo-se quase como gaivotas em terra. São homens estrangeiros de si próprios e parecem guardar ninhos de vespas no peito. Olham a areia húmida a manhã toda, ouvem o vento nisso. Nunca falam, mas eu imagino que o seu fôlego daria para dizer qualquer coisa como: tirem o nosso nome deste poema.

E a noite é uma pedra rolada no meu bolso. Tiro-a. Sabe a queda acidental das laranjeiras. A infância é cair das laranjeiras e ficar cego durante muitos dias. São muitas mãos trazendo-nos a comida à boca durante o tempo da cegueira. A memória de sermos crianças cegas no sofá, vendo televisão pelos ouvidos, ou seja, gravando com os olhos. Lembro-me de cheirar as feridas dos braços. De ter saudades da cara dos pais. De quando as caras eram vistas com os olhos, e as mãos queriam cheirar a pele adulta dos pais.

Guardo pedras nos bolsos para me lembrar das coisas importantes. Cada pedra tem um sabor específico que abre links para as diversas partes do conteúdo do meu transistor-memória. Há uma pedra para o amor. Quase não cabe na boca. Tem um sabor negro como água a bater no casco de um pequeno barco parado numa sílaba da palavra noite.

Tenho frio dentro das mãos. Estão sujas de frio. Querem agarrar coisas quentes e demoradas como pão quando sai do forno e existe no seu peso quente de alimento sagrado. Tenho um ninho de vespas no chakra do meu peito, a cinza secando o paladar dos olhos, as imagens. Tudo se afastando desse sabor antigo de frutas nos olhos, as lágrimas doces, as imagens. Mãos e peito e olhos cada vez mais como um interminável sono de gato.

E isto é tão brutal como o vento ser invisível duas vezes, porque já não é nas copas, nem nas dunas, nem no voo dos pássaros, nem no chapéu de sol, nem na madeixa de cabelo da rapariga, nem nas páginas, nem por trás das paredes dos hotéis, nem na boca das revoluções. Fica o silêncio parado no instante do silêncio parado nos olhos.

 

Não concebo a minha vida sem

- os conceptualistas britânicos

 

Não concebo a minha vida sem

- os pós-estruturalistas franceses

quinta-feira, julho 07, 2005

 

Travessa da espera

Alguém não acende o cigarro
Levanta o braço à altura de olhar o relógio
Não tem horas esse braço esquerdo
O sol na pele avança desde os dedos
Subindo lentamente até ao cotovelo
Uma camisa de manga curta
O desejo secreto de um amor que descasca tâmaras
Uma sede de levar água à boca
Enchê-la de abundante noite
Vê a noite avançar pelo braço direito
Desde os dedos subindo lentamente até ao cotovelo
Os olhos tão longe de tudo
Fitando na longitude o que aparece perto
Os olhos perto de tão longe tudo
Alguém avança quieto
Estende uma tristeza até à ponta da madrugada
Prestidigita do peito a aurora
Inventa líquidos de derramar
Como lágrimas de antiga pluviosidade
Na secura áspera da espera
Alguém não acende o cigarro
Alguém limpa o rosto no braço
Deslizando-o do cotovelo à ponta distraída dos dedos

 

Norman Mailer

Lendo “O médico inverosímel” de Ramón Gómez de la Serna, lembro-me de uma entrevista televisiva a Norman Mailer em que o autor americano dizia qualquer coisa como:

“Quando era novo achava que ia morrer de cancro. Para mim o cancro é quando as nossas células desistem de nós, como se dissessem: eu não quero viver neste corpo triste e falhado. A forma que arranjei para inverter a situação e continuar vivo foi envolver-me todas as noites em violentas lutas de bar”.

 

Como resolver todos os problemas:

Colar na parede aos pés da cama em letras gordas e matinais a seguinte frase :

“HOJE SERÁ PIOR”

terça-feira, julho 05, 2005

 

Transumâncias, crónicas ascendentes e descendentes

[As transumâncias saem de forma (i)regular e clandestina, em publicação de autor auto-financiadas. A tiragem é reduzida e abrange amigos numa distribuição que vem directamente do produtor. O projecto tem contado com a colaboração sistemática de um fotógrafo que oferece imagem ao texto, e de um designer que intervém na imagem, no texto, no suporte (papel) e os trabalha graficamente. O nº0 saiu no Natal de 2002. Há mais de um ano que não é publicada nenhuma transumância. O autor acredita que em breve tornará a sair uma nova série. A que segue é a nº1, salvo erro, e é até agora a única a cair na blogosfera].

AS VARANDAS

Alguns poetas saem à rua de cigarro preso no sorriso. Tomam chá livremente, puxam a gola do casaco para cima, e de olhos semicerrados ao frio, escrevem coisas azuis em mesas de Café redondas. Enquanto isso, o homem do leste, louro e cansado, guarda o sorriso dele no bolso para usufruir mais tarde, quando a cerveja ousar.

Entretanto, e ao mesmo tempo que começa a chover lá fora, dois velhos organizam silenciosamente o seu último passeio inatel para a morte. Estão em casa, é sexta-feira e arrefecem.

Algures na praça Salgueiro-Maia, um homem de olhar aflito e impaciente, planeia a compra de um artigo erótico para fazer a revolução mais tarde, na cama. A mulher não sabe de nada, é surpresa.

No segundo andar de um prédio não muito novo, uma família perde mais uma hipótese de um jantar conversado, congelada que está no seu silencioso e habitual ruído televisivo. É uma família vulgar de classe média baixa, num país em anunciada crise: um casal ainda mais ou menos apaixonado; dois miúdos com idades já para ter juízo; um gato branco, capado, que se levanta devagar do seu lugar, roça na perna de um deles, mia qualquer coisa indecifrável e quase inaudível e vem à janela, onde ainda chove.

Lá fora, como se não chovesse, dois namorados muito novos e muito apaixonados, ela de cachecol com vento e estilo, ele de óculos molhados quase a não ver nada, têm a sua primeira conversa sobre o imposto automóvel.

Muito longe de tudo isto, ou muito perto, noutros lugares do mundo, onde há gente e onde há coisas, muitos acontecimentos se desenrolam, razoáveis ou não, importantes ou não, decisivos. Neste preciso momento, dois polícias eslovacos, num controlo de passaportes, multam em cinco dólares dois turistas italianos que adormeceram com os sapatos calçados em cima dos bancos de um comboio com destino a Belgrado. Um deles ia a sonhar com campos de girassóis, cães, e com a namorada bonita que deixou em Nápoles. O outro adormeceu com o Rimbaud e a saliva a escorrerem da boca.

Num quarto de pensão em Barcelona, perto da Plaza Real, uma rapariga oriental faz amor com um rapaz tímido mas empenhado. Não sabem se estão apaixonados, são de países diferentes e prometeram trocar e mails para sempre.

Há um contador de estórias numa rua de Marrakech com um ataque de soluços; uma faca que voa em direcção a uma mulher num apartamento em Innsbruck; um poema muito pequeno do Cesariny a ser lido no linóleo de uma sala de teatro em Lisboa; um velho numa rua qualquer, de bengala em riste na direcção das varandas, a dizer que elas são bonitas, as varandas.

Em todo o lado e aqui, a vida parece ser feita de pequenos nadas. Eu continuo, coço a cabeça, levanto-me da mesa, vou para o sofá e fico a pensar se devo ou não telefonar-te.

 

Quem Graça desGraça

Exma. Senhora Conservadora
Da 1ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa


(…), casada, titular do Bilhete de Identidade nº(…), emitido pelos Serviços de Identificação de Lisboa, em 03/11/2003, contribuinte fiscal nº(…) residente na (…) Graça, (…) Lisboa, Concelho de Lisboa,

e

Miguel Manso, casado, titular do Bilhete de Identidade n º(…), emitido pelos Serviços de Identificação de Lisboa, em 03/11/2003, contribuinte fiscal nº (…), residente na (…) 1250-032 Lisboa, Concelho de Lisboa,

Vêm requerer a V. Exª que decrete o divórcio por mútuo consentimento, nos termos do artº14, nº1 do Decreto-Lei nº272/2001 de 13 de Outubro e artº271º do Código do Registo Civil, porquanto:


Os requerentes contraíram casamento em 09/08/2003, sem convenção antenupcial, conforme certidão do assento de casamento que juntam.



Do casamento não existem filhos.



Não existe casa de morada de família.



Os requerentes prescindem reciprocamente de alimentos.



Não têm bens comuns a partilhar.


Nestes termos, requerem a V. Exª que se digne marcar a conferência a que se refere o artº14º, nº3 do Decreto-Lei nº 272/2001, de 13 de Outubro, seguindo-se os demais trâmites até final.

Juntam: 1 documento.


O requerente

A requerente

domingo, julho 03, 2005

 

Auto-retrato: quem não me conhece que me compre


sábado, julho 02, 2005

 

Yes you are!


 

Urgências

(...)
“E esta doença, que o amor de Swann era, multiplicara tanto, estava tão estreitamente implicado em todos os hábitos de Swann, em todos os seus actos, no seu pensamento, na sua saúde, no seu sono, na sua vida, mesmo no que desejava para depois da morte, era já de tal modo um só com ele, que não seria possível arrancá-lo dele sem o destruir também quase inteiramente: como se diz em cirurgia, o seu amor já não é operável.”

De Em busca do tempo perdido, volume 1. Marcel Proust.

sexta-feira, julho 01, 2005

 

Ditos de adolescer

Era homem para te ler o Calvin todos os dias de manhã pelo telefone.

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