domingo, julho 24, 2005

 

A verdade

é que

estando ausente, estando eu ausente nesta casa de paredes caiadas
(o Verão inunda)

e com tantas mentiras para escrever aqui:

(uma delas)

a propósito do euromilhões procurei certo excerto de um livro que me emprestaram (“da mão para a boca” do Paul Auster) em que há uma personagem que mendiga por não sei onde na América. E é dono de uma quantia incrível de dinheiro (herança?) Percorre as ruas oferecendo às gentes quantias desse capital. Objectivo? Corroer o sistema capitalista americano injectando-lhe do próprio veneno. O argumento exacto esqueci, mas era qualquer coisa como:

se de repente e do nada as pessoas recebessem bastante dinheiro de um desconhecido, sem que houvesse a habitual troca comercial ou venda do seu esforço de trabalho, então isso ajudaria a desvalorizar (aos poucos) o conceito/prisão do valor económico.

A minha ideia era sugerir ao vencedor desse prémio filha da puta que fizesse semelhante gesto – injectar dinheiro (que é nada que é pura invenção) nas veias e artérias do país, de mão para a mão, até ao último euro.

(é o meu sonho, e é por isso que não jogo)

Comments:
gosto da ideia, não gostei do livro.
 
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