segunda-feira, agosto 29, 2005

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa

 

“A creative game of mistake”

Estou nessa!

 

Outside of a dog...


(do país)

 

Outside of a dog...


(do país)

 

Afinal, é essa a cor da Sé vista dali

“Caminharam rapidamente em direcção ao miradouro de S. Pedro de Alcântara e contemplaram durante alguns segundos intemporais, a vista do rio; do castelo; da Sé, com as suas torres da cor de dois enormes alqueires de trigo ceifado.”

Em PODE UM DESEJO IMENSO de Frederico Lourenço

domingo, agosto 28, 2005

 

As mãos e os blogues (21)


das mãos que conheço estas são as que mais copos derrubam. Inês.

 

Beber de uma cor só

Sumo de laranja natural com gelo. Sorver gole a gole, com o lábio superior tocando as pedras de gelo que flutuam. Sentir o sumo tépido e frio de espaço a espaço, conforme a proximidade do líquido laranja doce com o sólido transparente frio. Olhar para dentro do copo.

sábado, agosto 27, 2005

 

A escrita

“Escrever é tentar descobrir o que escreveríamos se escrevêssemos”

Marguerite Duras.

 

New York City Subway

Estou contente da vida por ver uma fotografia deste pequeno blogue (vamos acreditar que o dono da foto também vai partilhar esta alegria) no melhor blogue do mundo – e um dos melhores da blogoesfera portuguesa – A MEMÓRIA INVENTADA. Ainda mais, ilustrando o número 83 da caprichosa série A BOLA NO OLIVAL.

Eu acredito no Barca Velha!

sexta-feira, agosto 26, 2005

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa

[maria da fonte no jardim da parada]

 

Mais um texto datado, repescado, revisitado


[foi escrito para um espectáculo sobre Porcos com músicas e leituras na Abril em Maio pelos No Mínimo Quatro. não me lembro quando foi...]


Cerdos Andaluces de Ahora


A Guarda Nacional Republicana Portuguesa em colaboração com a Guarda Civil Espanhola efectuou ontem uma operação na fronteira alentejana que culminou na apreensão de cerca de três camionetas espanholas de transporte de gado vivo. De gado mais morto que vivo. Eram algumas dezenas de suínos provenientes da Andaluzia e destinados a entrar ilegalmente e sem as devidas condições higieno-sanitárias no circuito nacional de matadouros.

A operação, com o nome de código: “Cerdos Andaluces de Ahora”, pretendeu controlar logo na fronteira a entrada abusiva no mercado português de carne porcina não regulamentada, bem como evitar que gado português nas mesmas condições pudesse chegar ao consumidor Espanhol. Na mesma operação conjunta das duas Guardas Ibéricas, foi surpreendido também o jornalista Manso Preto, recentemente impedido de exercer a profissão e condenado a onze meses de prisão com pena suspensa, e que se preparava para passar a fronteira. De lembrar que Manso Preto está envolvido no conhecido caso: “Os Secretos de Manso Preto”; caso este que se mediatizou por o referido jornalista se recusar a divulgar os seus próprios secretos em tribunal alegando razões de saúde pública. Manso Preto terá alegado desta vez razões gastronómicas. Terá dito mesmo na altura da detenção que “ ia só comer umas tapazitas”.

Varias suspeitas, apontam para o facto de hoje em dia tanto os suínos andaluzes como os jornalistas portugueses estarem a ser vítimas do valor nutricional que os seus secretos representam na cadeia alimentar dos povos ditos democratizados. São conhecidos os poderes afrodisíacos das lascas de presunto ramon-ramon. E sabe-se do valor cultural que o “desmanche” representa no estilo de vida de tristes europeus e de nítidos americanos.

quinta-feira, agosto 25, 2005

 

A escrita

“A escrita começa onde a fala se torna impossível”

Roland Barthes

 

Na Bica

À porta do bar a pequena multidão exalava perfeita harmonia: eram todos da mesma agência de modelos.

segunda-feira, agosto 22, 2005

 

Contributo para o blogue Xicuembo

[Este texto é repescado. Não sei bem de onde mas é repescado]


A revolução começa na pastelaria

Para fazer uma revolução há duas coisas indispensáveis: alguém ou alguma coisa contra que se revoltar e alguém que vá para a frente e o faça. A indumentária é geralmente informal e ambas as partes podem mostrar-se flexíveis em relação à hora e ao local, mas se uma das facções não comparecer é provável que todo o empreendimento fracasse.

Woody Allen




Não importa onde começa. Há é que inverter a ordem domingueira das pequenas cidades. As gentes precisam assegurar mais que as pequenas derrotas e vitórias diárias, precisamos todos de um pouco de vento nos cabelos e de grandes tarefas: semear ventos e colher tempestades, acender luz no peito e fogo na ponta dos dedos. E pôr mar nos olhos, e ter pernas de correr, e um punho fechado na direcção do medo – com força, esmurrar esse medo que nos impede de entrar em comboios e partir.

Mas importa que comece, que se estenda e propague sempre em pequenos gestos, hábeis pormenores, enormíssimas subtilezas. Vento e chuva e riso, sol e saliva, a palavra. Coisas grandes: a maneira como se ocupa a mesa do fundo, a mão levantando o cigarro, na cabeça a revolução como um comboio atravessando um país distante. Assim, há que pôr comboios dentro das pastelarias, musicas estrangeiras, rumores de uma canção ao longe num dialecto intraduzível. Tudo isso conciliável com a voz de pedir meias de leite e com as mãos que seguram o jornal. O ruído do sangue no corpo abafando o televisor no canto por cima da arca dos gelados.

A revolução pode ser um dia de chuva, ou uma manhã clara, desde que haja alguém que diga: este dia de chuva vem dar-nos frutos lavados, ou: esta manhã clara é para ver o sol avançar devagar pela pele dos teus braços. E a revolução pode ser finalmente essa grande ternura que nos falta, dizer e usar a ternura de modo violento.

Quero à força toda que o caos se instale em cada recanto público e que tu me digas amor cheia de Outono e que os teus lábios digam amor e que essa palavra roce devagar os teus dentes todos. Também quero ver instituída sobre a lezíria uma tropicália que incendeie. Quero que em cada gesto nosso esteja implícito o beijo na boca do Caetano e do Gil, que cada gesto nosso seja para sempre. Há que subir às mesas, sim há que subir com os pés para cima das mesas e gritar qualquer coisa que tenha o poder de fazer corar as senhoras.

Mas as pessoas na sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer, diz a canção, e na pastelaria os sorrisos parecem-se com pastéis de nata, as pessoas dentro das pastelarias não traçam nem executam projectos que invertam a ordem domingueira das pequenas cidades. Proponho essa tropicália dentro das cabeças, primeiro, dentro das pastelarias depois, dentro das vilas, das cidades, dentro do mundo. Pirotecnia por favor, pirotecnia!

Eu organizo o movimento!

 

Ditos de adolescer


És um joguete erótico da urbe lisboeta

 

Puzzlemaker


(do país)

 

Puzzlemaker


(do país)

 

Puzzlemaker


(do país)

 

Puzzlemaker


(do país)

 

Puzzlemaker


(do país)

domingo, agosto 21, 2005

 

Diário portátil

Continua crescendo, desorganizado, sem estrutura e asseio… um pouco como os meus dias.

sábado, agosto 20, 2005

 

Os afectos – frase (e gesto) que vai passando de geração para geração na família.

“Quem é o moço bom? Velhaquito como as cobras!”
(ao mesmo tempo que se vai roçando a barba pela cara imberbe do petiz)


[também com a variante: "Quem é a moça boa?..."]

 

Dois desabafos recorrentes do meu pai e um desabafo recorrente da minha mãe

Pai:
“se isto é gozar não sei o que é sofrer”
e
“pai de filho chato sofre”

Mãe:
“bolas!”

sexta-feira, agosto 19, 2005

 

Tropicália resumida

Hélio Oiticica intromete-se na esfera dos territórios
Colocando neve no centro quente do trópico

Na latitude
Na espera (que demora)

Simplificámo-nos depois
Na maneira de sermos a paisagem que vai morrendo

Pelo meio
Músicos comiam outros músicos

 

Que recomece a invernia

A Simone (que não a de Beauvoir) estava debaixo de um improvisado tapume em plena chuva e noite na cidade do Porto. Eu, por feliz acaso, estava com ela vendo-lhe tremer o queixo e escorrer pingos grossos pelo cabelo e pela cara. Depois alguém veio com o carro, entrámos. A Simone (que não a de Beauvoir) saiu primeiro, na primeira paragem dessa boleia, deixando-me, só por isso, com justas saudades do Inverno.

quinta-feira, agosto 18, 2005

 

Franz Kafka


(do país) - num seu diário, Kafka escreve qualquer coisa como: "começou a guerra. à tarde fui à piscina"

 

O mundo moderno


(do país)

 

O mundo


(do país) com o criador ao fundo

 

O homem


(do país) os créditos ainda são do jp, que me tremiam as mãos...

 

A criação do mundo


(do país) - a foto é do joão pacheco mas foi a meu mando e com a minha máquina, ora pois...;)

quarta-feira, agosto 17, 2005

 

Tenho de te contar G,

Um homem casa com uma mulher. Essa mulher, como ele, está desempregada mas vai arranjando trabalhos mais ou menos desinteressantes e temporários. Um deles, na Avenida 5 de Outubro: qualquer coisa a ver com o programa AutoCAD, desenhar instalações eléctricas ou coisa parecida para uma empresa francesa. O importante nesta história é o local: Avenida 5 de Outubro num prédio que tem na fachada uma espécie de escultura – uma figura como que segurando o prédio.

Tempos depois o homem separa-se dessa mulher. Mais ou menos seis meses depois desse trabalho que terá durado um mês. E exactamente agora, quando te conto isto, passaram quase dois anos sobre esse trabalho e um pouco menos sobre a separação e muitas coisas aconteceram nos entretantos. O homem sofreu, a seu tempo, e logo que conseguiu foi experimentando casos e relações com outras mulheres. Contam-se algumas (não tantas assim) mas nessa história toda de conquistas e seduções, destacam-se duas mulheres, aquelas com quem manteve aquilo que se pode chamar de: namoro…

Assim, surge X, amiga nova por quem o homem se apaixona (ou julga apaixonar-se, não interessa para aqui) e que terá uma importância capital na superação da dor e da solidão do homem. Essa relação dura uns meses e vai esmorecendo depois. Mas o que interessa nesta história é o tempo do trabalho da então mulher desse homem: chamemos-lhe M. E nesse tempo do trabalho de M na 5 de Outubro (há mais ou menos dois anos, ou um ano e muito) X vivia num apartamento mesmo em frente, do outro lado da Avenida, o homem não a conhecia, nada fazia prever o tudo que aconteceu depois.

Poderás pensar, ok Lisboa é um penico, não é assim tão extraordinário, mas eu digo-te, G, a história ainda não acabou. Repara, neste momento o homem já não está com X, encontrou uma mulher num bar no Bairro Alto. Nunca a tinha visto, combinaram sair umas vezes, ela e ele começaram aquilo que a poderá chamar-se um namoro desprendido. Não interessa. O que interessa ainda aqui é o tempo de há quase dois anos e aquele enclave na Avenida 5 de Outubro. À rapariga do bar no Bairro Alto chamemos-lhe P. Pergunto-te G, onde morava P nessa altura? P morava (e ainda mora) na Avenida 5 de Outubro enfrente ao prédio onde trabalhava M. Mais, X morava no andar por baixo do apartamento de P. P e X eram vizinhas separadas por um tecto, M trabalhou todos os dias durante um mês em frente a essas vizinhas que não se conheciam.

E depois, nestes quase dois anos para cá essas vidas tocaram-se de maneira incrível. O homem nem sabe como, nenhuma delas faz ideia. Imagina G: é de manhã, M desce do 26, dobra a esquina e toca com o ombro no ombro de P, ensonada, que desceu momentos antes no elevador com X sem que trocassem mais que o bom dia diplomático. Nesse mesmo momento, numa cama na Graça, o homem dorme o sono dos incautos, sem saber que a aliança que traz no dedo não é mais do que o pacto que fez com o imponderável.


[esta história é dedicada a M a X e a P]

 

Pedro Cabrita Reis


(do país)

 

Pedro Cabrita Reis


(do país) pcr

 

;)

Efectivamente, ela usava muito os advérbios.

 

Ditos de adolescer

Gosto quando pões a quinta porque me tocas na perna com o nó dos dedos.

 

Os pés e os blogues


(do país)

 

Litoral


(do país - uma série de postais de nhas férias)

 

O campista amador (apontamento de férias)

Dentro de uma tenda para dois em Porto Côvo, mas com a cabeça numa esplanada de Paris, a mesma cabeça salgada de agora querendo achar-se numa boina parisiense sorvendo e escrevendo os líquidos possíveis. Por agora, peidos e cãezinhos de colo, mulheres muito gordas com filhas muito putas, banhos frios febras benficas carregamentos de telemóvel junto à lixívia das retretes. Tendas e roulotes com avançados de mediocridade que eu amo. Que aprendi a respeitar. Ó vizinha era um fiozinho de azeite…

 

De

Regresso!

terça-feira, agosto 09, 2005

 

Fui (nova tentativa)


Se não for desta, desisto...

 

Saudades de Márcio

Márcio era um mitómano. Não, Márcio era um grandessíssimo mentiroso e hoje arrepiam-me as histórias em que fui capaz de acreditar. Eu e a escola toda. Fiz a primária com o Márcio, filho de pais Angolanos (?) se não me falha a memória, e noto hoje que desde o tempo em que o conheci até ao tempo em que o perdi (passando pelo intervalo de anos em que o Márcio desapareceu - veio a saber-se que tinha ido jogar futebol (!) para um clube holandês …) noto que não houve evolução na maneira de mentir, aquilo já era perfeitamente nato e desde cedo desarmava os mais cépticos, os adultos, quem fosse preciso. E era um excelente moço, bom amigo, camarada de trafulhices, não era de fugir quando alguém precisasse dele. Ele estava lá, mas tudo o que dizia era uma trapaça dolosa.

Bons tempos esses com o Márcio. Em que para estar com ele teríamos que (e era impossível não o fazer) nos deixar levar pela brisa suave da sua ficção. Márcio era um sedutor eloquente e, embora contasse os seus feitos na primeira pessoa (usando às vezes a pessoa do pai) deixava sempre clara a possibilidade de também a nós nos acontecer o improvável. Ora, só tenho de agradecer ao Márcio por ter sido o meu romancista da infância e adolescência, embora a sensação de ridículo que creio sentir hoje, venha desta sociedade e desta cultura que nos ensina a evitar os Márcios e os cataloga como gente sem valor e de quem nos devemos defender. Creio antes que deve haver espaço no mundo para quem, por necessidade fisiológica precisa inventar, e que por mérito e talento próprios consegue que acreditem nele. E acredite o leitor que eram histórias INCRÍVEIS.

segunda-feira, agosto 08, 2005

 

"Melancholy and the Infinite Sadness"

Sinto-me melancólico. Se melancolia é o que se sente depois de se ter tocado a terra onde se nasceu e de se ter lavado a cara na água do poço velho da tia antiga. Reguei a laranjeira sedenta do quintal, uma árvore que me habituei a tratar por tu, mas a “quem” hoje dei de beber com a mesma timidez ridícula que experimentava quando reencontrava sazonalmente os meus primos distantes. Uma árvore sedenta e seca num quintal esquecido, quase devorado pela rendibilidade imobiliária.

 

Acção (falsa partida)


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

 

Falsa partida

...

domingo, agosto 07, 2005

 

Fui


até já...

sábado, agosto 06, 2005

 

C'est quoi être bobo aujourd'hui ?

Eu andava todo fodido com as coisas do amor. Mas depois, num bar de azuis, respirei Abdullah Ibrahim (blues for a hip ring) e a vida fez sentido outra vez…


Bobo = Bourgeois-Bohème (burguês e boémio)
E refiro-me à musica numero 2: all day & all night long.

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

sexta-feira, agosto 05, 2005

 

Por coincidência

Escrevemos sobre pés no mesmo dia!
Refiro-me ao post aqui em baixo.

 

Mahatma Gandhi

De norte a sul, o pé do país foge para o chinelo. Por todo o lado a presença redentora do chinelo, o som do chinelar – virtuosismos de calcanhar.

Os há de muitos feitios: de enfiar nos dedos (os mais comuns) até a singela sandália de coro que se aperta no peito do pé e que não chinela mas que sandália. Chinelar e sandaliar são os verbos mais praticados nos pavimentos litorais e nas calçadas interiores da metrópole em estado de canícula.

Que abriu (faz tempo) a época balnear dos fetichistas, ávidos de tornozelos estrangeiros, dedos belgas, unhas suecas pintadas, joanetes eslovacos, pés de rapariga muito brancos.

Eu prefiro a batata da perna, por um questão fonética, de poema: “tua batata da perna moderna, trupe intrépida em que flúis…”

Ontem, seis pés de três alemãs sentadas ao bicaense, fruíram serenos e agrupados em seus chinelos muito rasos, o calor lisboeta de 30º nocturnos. Eram pés para calçar números para cima de Golias, ou mais.

Depois, uma barriga da perna escancarada. Espreitava-me lá de dentro do bar em uma mesa junto à portada menos escancarada que a perna. Noutra mesa, uma geisha portuguesa nuns sapatos de Verão.

Descendo junto a um carril e de olhos posto na negrura do rio, ia o corpo mais bem feito da noite.

Não reparei sequer no que trazia calçado.



P S – haverá pecado a sul dos joelhos?

quinta-feira, agosto 04, 2005

 

Snapshots

Um blogue de fotografias quando não há palavras.


Resta-me a máquina fotográfica que não domino e pouco mais…

quarta-feira, agosto 03, 2005

 

Almoçando nas freiras


amen!

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

 

As mãos e os blogues (20)


A mão da primeira outorgante.

terça-feira, agosto 02, 2005

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa

segunda-feira, agosto 01, 2005

 

Silence is sexy


 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

 

Acção


Movimento, construção e metafísica na cidade de Lisboa.

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